O Presídio de Igarassu, um dos mais superlotados e precários de Pernambuco, permanece sem controle de segurança e com detentos liderando pavilhões e determinando as regras, inclusive de quem pode comercializar mercadorias irregularmente ou receber atendimento jurídico.
Relatório da Defensoria Pública de Pernambuco, concluído na última semana e obtido com exclusividade pelo Jornal do Commercio, detalhou o cenário encontrado durante uma vistoria realizada no final de maio. Sem surpresas, os defensores públicos constataram uma série de irregularidades, incluindo a falta de alvará de funcionamento e de laudos de vistoria do Corpo de Bombeiros, pondo em risco servidores e reeducandos.
A fiscalização surpresa teve como objetivo avaliar se houve melhorias no Presídio de Igarassu dois anos após o último monitoramento realizado pela Defensoria. Mas, na avaliação dos profissionais, a situação se agravou por conta com aumento da população carcerária.
O documento citou que a unidade prisional tem capacidade oficial de 1.226 vagas. Mas, no dia da inspeção, havia 6.127 pessoas presas, com taxa de ocupação de 499,8%, ou seja, um quadro de extrema superlotação com ocupação quase cinco vezes superior à capacidade.
"As quadras de cada pavilhão são os locais não originalmente destinados ao alojamento mais utilizados para acomodação das pessoas. Destacando-se uma cela projetada para sete pessoas e ocupada por 25 presos", descreveu o relatório.
Os defensores públicos apontaram indícios de que alguns presos têm privilégios na unidade. Citaram, por exemplo, que há celas individuais, com banheiro próprio, com sanitário e chuveiro, e água contínua. Enquanto há pavilhões com alta restrição de água e "cinco chuveiros e três sanitários por aproximadamente trezentas pessoas".
A reportagem completa, assinada pelo colunista Raphael Guerra, você confere em JC.COM.BR 📲
(FOTO: Reprodução/ DPPE)
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