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sábado, 6 de agosto de 2022

Como se proteger da varíola dos macacos? Veja o que dizem especialistas

 


Quando tudo parece apontar para o fim de uma crise sanitária, surge outra, de preocupação mundial. Quase três anos depois da descoberta e proliferação do “novo coronavírus”, o Sars-Cov-2, a humanidade assiste à ascensão de mais uma doença que, até pouco tempo, não recebia tanta atenção fora da África: a varíola dos macacos ou símia.


A infecção provocada pelo Monkeypox virus, antes endêmica em partes do continente africano, agora é responsável por um surto que se espalha rápido na Europa e nas Américas, considerado uma emergência global pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 23 de julho.


No Brasil, da confirmação do primeiro caso, no dia 9 de junho, em São Paulo, até agora, já são mais de 1.700 pessoas infectadas; sete delas em Pernambuco, onde o número de notificações, incluido as suspeitas, dobrou só na última semana. Em 29 de julho, o País registrou, em Minas Gerais, a primeira morte pela doença fora da África, tendo como vítima um homem de 41 anos com histórico de comorbidades e baixa imunidade.


Embora se trate de um vírus conhecido há décadas, com uma taxa de letalidade muito reduzida, o Monkeypox traz sérios transtornos aos infectados e pode gerar quadros graves em imunossuprimidos.


Além disso, a infecção atual possui algumas particularidades em relação à endemia de varíola símia existente antes do aumento registrado nos últimos três meses. Sendo assim, que medidas devem ser tomadas para evitar o contágio? Spoiler: o uso de máscara só é mesmo necessário quando em contato com um paciente, mas, no geral, o mais importante é manter as mãos e os ambientes limpos.


Cuidados básicos

Quando observamos os cuidados que devemos ter com a transmissão da doença, os especialistas recomendam que a proteção para a varíola dos macacos seja semelhante à da Covid-19. Dentro de transportes públicos e compartilhados, como ônibus, aplicativos de transportes e aviões, é muito importante manter bastante cuidado, como uso de máscara, álcool 70% nas mãos e, se possível, roupas cobertas.


“Os cuidados com a varíola dos macacos são similares aos cuidados com a Covid-19, e que também protegem de tantas outras doenças. A transmissão pode ser feita pelo ar e, principalmente, pelo contato físico. Sendo assim, a higienização das mãos é fundamental. Então, antes de entrar no transporte público e depois que sair, é importantíssimo passar álcool nas mãos, além de sempre utilizar ao tocar nas superfícies compartilhadas dos transportes”, indica o infectologista Filipe Prohaska, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc).


O uso da máscara

Para evitar a transmissão pelo ar, o infectologista recomenda o uso de máscara cobrindo boca e nariz. “Uma máscara de tecido ou cirúrgica é suficiente para se proteger da varíola dos macacos. Isso para ter cuidado com as áreas de mucosa, como boca, nariz e olhos, porque são regiões pelas quais as pessoas correm o risco de se contaminarem”, explica Prohaska.


O uso de roupas mais cobertas, como calças e blusas longas, também pode ser indicado. “[Isso dá] menos contato com as superfícies, a pessoa pode ficar mais protegida. No entanto, apesar do corpo coberto, é preciso lembrar que a pessoa continuará em contato com a roupa depois. Então, se for possível, na rotina, é importante trocar a roupa depois que sair do transporte. E nunca dispensar a higienização das mãos”, acrescenta o infectologista.


Evolução da doença

O ciclo da varíola símia dura, em média, de duas a quatro semanas. Nos primeiros três dias, os sintomas são parecidos com os da gripe, da Covid e de outras infecções virais, como indisposição, dor de cabeça e febre, além de inchaço nos gânglios.


Em geral, é depois disso que aparecem as lesões na pele, inicialmente em forma de pequenas manchas vermelhas (veja no infográfico abaixo). No fim da doença, as feridas criam crostas e caem. Nos quadros mais graves, porém, o paciente pode desenvolver sintomas respiratórios ou infecções secundárias, provocadas por outros patógenos.


A transmissão ocorre durante todo esse período, da fase inicial à queda das lesões cutâneas, por isso a orientação para que o paciente fique isolado até o desaparecimento de todas as erupções. Também é necessário higienizar os objetos usados por ele. “O vírus está na ‘casquinha’ também”, alerta a infectologista Cristiana Meirelles, coordenadora médica da startup de saúde domiciliar Beep Saúde. “Tanto está que os exames de laboratório para identificar o vírus podem ser feitos com o líquido da bolha, o swab da lesão e a crosta”.


Higienização, remédio e vacina

Diferentemente da Covid, transmitida muito mais pelas gotículas no ar do que por contato físico, o contágio do Monkeypox se dá não só pela relação íntima com alguém infectado como também por meio de objetos contaminados.


“Em locais públicos, o mais importante é higienizar as mãos, lavando e usando álcool em gel. No momento atual do surto aqui no Brasil, não vejo a necessidade do uso de máscara como rotina para todo mundo. A transmissão da varíola é muito inferior à da Covid, por exemplo”, diz a médica Cristiana Meirelles.


Na imensa maioria dos casos, a doença é tratada com remédios que inibem os sintomas. No entanto, para os quadros graves, existe o antiviral tecovirimat, que será fornecido ao Brasil pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). O Ministério da Saúde também anunciou recentemente a aquisição de 50 mil doses de vacina contra a varíola dos macacos, que devem chegar em setembro e outubro. Os imunizantes devem ser aplicados apenas em profissionais de saúde e pessoas que tiveram contato com alguém infectado.


A questão sexual

Um dos aspectos que chamam atenção em torno do atual surto de varíola dos macacos diz respeito ao contexto social em que ele surgiu. Se, lá atrás, na década de 1950, o vírus passou a infectar os humanos a partir do contato com primatas e roedores, agora, em 2022, os casos começaram a ser identificados entre os homens que fazem sexo com outros homens, grupo que até hoje concentra 98% das notificações no mundo.


Foi nesse cenário que o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, recomendou a esse público - que inclui gays, bissexuais e profissionais do sexo - que reduza “o número de parceiros sexuais” para evitar a transmissão.


Embora o próprio dirigente da organização tenha ponderado que a doença atinge pessoas de qualquer gênero ou orientação sexual, a fala de Ghebreyesus repercutiu como mais uma declaração discriminatória contra essa população, já marcada por estigmas que remontam à epidemia da Aids nos anos 80.


“A transmissão do Monkeypox começa dias antes das primeiras lesões, por meio de fluidos corporais e gotículas respiratórias. A via sexual tem uma carga viral elevada e esse tipo de exposição acaba tendo um risco maior de aquisição, mas a gente não pode rotular como se fosse uma doença unicamente de transmissão sexual”, comenta o infectologista Raphael dos Anjos, do Hospital Otávio de Freitas.


“A fala foi bastante infeliz. Além de rotular a população, faz uma relação com um tipo de atividade de promiscuidade, o que não tem nada a ver”.

Fonte: Folha de Pernambuco

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Pernambuco convoca população para atualização das carteiras de vacinação de crianças e adolescentes

 

                                   Foto: Andrej Ivanov/AFP.

Na próxima segunda-feira (08) iniciam-se as campanhas nacionais de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação para Atualização da Caderneta de Vacinação de menores de 15 anos de idade. Em Pernambuco, o cenário das coberturas vacinais para as principais vacinas presentes no calendário de rotina dos postos de saúde ainda preocupa. A imunização contra a poliomielite (55,97%), tríplice viral (64,02% D1 e 37,30% para D2), hepatites A e B (52,08% e 59,05%) e rotavírus (55,26%) são algumas das coberturas que estão bem abaixo da meta preconizada pelo Ministério da Saúde (MS), que é de 90%, para considerar um grupo populacional com margem de proteção para as doenças consideradas imunopreviníveis.


Mais de 2,4 mil salas de vacinação no Estado estarão mobilizadas para receber mães, pais e responsáveis pelas crianças e adolescentes para atualização da situação vacinal, de 8 de agosto a 9 de setembro, com o ‘Dia D’ de mobilização nacional em 20 de agosto. O Programa Nacional de Imunização (PNI-PE) já encaminhou para os municípios pernambucanos cerca de 2 milhões de doses de vacinas para a realização das duas campanhas.

 

Em Pernambuco, 667.338 crianças com até 4 anos de idade estão aptas a receber a vacina de proteção contra a poliomielite. Para a doença, a vacinação acontece de forma indiscriminada na faixa etária de 1 a 4 anos. Já na estratégia de multivacinação, a população-alvo será as crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade (14 anos 11 meses e 29 dias), não vacinados ou com esquemas vacinais incompletos, de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação.


A cobertura vacinal dos últimos anos para poliomielite tem preocupado os gestores de saúde. Quando se considera as crianças menores de 1 ano de idade, Pernambuco tem observado queda expressiva nesses indicadores. Desde o ano de 2019, a taxa de cobertura vacinal começou a ficar abaixo dos 95%, meta preconizada pelo Ministério da Saúde (MS), com 85,6%. Nos anos posteriores esse índice continuou a cair: 71,7% em 2020 e 67% em 2021.

 

“Atualmente, existem dois países endêmicos para poliomielite, Paquistão e Afeganistão. Desde novembro de 2021, foram identificados dois casos do poliovírus selvagem (PVS), um no Malawi e outro em Moçambique, áreas que até então eram consideradas livres da circulação do vírus, demonstrando que não devemos baixar a guarda quando o assunto é vacinação. Todos os países possuem risco de reintrodução de doenças, como é o caso do sarampo no Brasil”, afirma a superintendente de Imunizações do Estado, Ana Catarina de Melo.

 

O Brasil não detecta casos de poliomielite desde 1990, relembra a superintendente, e em 1994, o país recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a Certificação de área livre de circulação do PVS.

 

“Estratégias como funcionamento de salas de vacinação em horário alternativo, e até mesmo nos fins de semana, pontos volantes de imunização em locais com grande circulação de pessoas são muito bem-vindas para gerar meios de acesso da população aos imunizantes. Já realizamos a distribuição das doses das vacinas e das seringas de aplicação para que os gestores municipais iniciem suas ações para que Pernambuco possa melhorar seus índices de cobertura e proteger uma importante parcela de nossa população, formada por meninas e meninos abaixo dos 15 anos de idade”, reforçou o secretário estadual de Saúde, André Longo.

 

“Aproveitamos a oportunidade para reforçar com os responsáveis por essas crianças e adolescentes que as vacinas presentes no calendário nacional podem ser administradas de maneira simultânea ou com qualquer intervalo após a aplicação da vacina contra a Covid-19, na população a partir de três anos de idade”, finaliza Ana Catarina.


Coberturas vacinais 


BCG – 65,84%

Hepatite A e B – 52,08% e 59,05%

Rotavírus humano – 55,26%

Pneumocóccica (<1 ano) – 61,07%

Pentavalente (<1 ano) – 58,43%

Poliomielite (<1 ano) – 55,97%

Poliomielite (1º ref) – 43,83%

Menigocócica Conj. C (<1 ano) – 58,54%

Menigocócica Conj. C (1 ano) – 57,77%

Febre amarela (<1 ano) – 37,78%

Tríplice viral (D1) – 64,02%

Tríplice viral (D2) – 37,30%

Pneumocóccica (1 ano) – 57,34%

Varicela – 54,17%

DTP (1 ano – 1º ref) – 47,08%

DTPa (gestante) – 48,02%

Dt (gestante) – 20,16%


Fonte: Diário de Pernambuco

PE: ação irá emitir Carteira de Identidade para estudantes de escolas estaduais ; veja endereços

                                     ETE Chico Science, em Olinda - Foto: Heudes Regis/SEI

Estudantes da rede estadual pernambucana de ensino que irão fazer as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão emitir a primeira via da Carteira de Identidade em uma ação itinerante da Secretaria de Educação e Esportes (SEE), em parceria com a Polícia Civil e o Instituto Tavares Buril. A iniciativa será na próxima semana, a Semana do Estudante, entre a segunda-feira (8) e a sexta-feira (12). 

Cerca de 2 mil documentos deverão ser emitidos em escolas do Recife e de Igarassu, Abreu e Lima, Paulista, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe e São Lourenço [veja lista completa das escolas no final do texto], na Região Metropolitana do Recife.

O projeto Enem com Identidade prioriza estudantes do 3º ano do Ensino Médio que não possuem o documento de identificação. Para os que precisam tirar a segunda via, a taxa é de R$ 26,98. 


Por dia, serão atendidos 100 alunos por escola, seugundo a SEE, que também explicou que a escolha das unidades de ensino teve como critério a maior quantidade de estudantes.


O agendamento foi feito nas unidades de ensino. Os interessados em tirar o documento devem procurar a gestão da escola. 

“Uma ação como essa é de uma importância social muito grande. A promoção da retirada de um documento transforma a vida desses estudantes, principalmente pela comodidade de adquiri-lo e recebê-lo na própria escola”, afirmou Glaydson Santiago, superintendente técnico de Gestão da Rede da SEE. 


Veja a lista da escolas:


Segunda-feira, 8/08

Erem Santos Cosme e Damião - Igarassu

ETE João Bezerra - Brasília Teimosa, Recife

Erem Bernardo Vieira - Jaboatão dos Guararapes

Erem Sizenando Silveira - Boa Vista, Recife


Terça-feira, 9/08

Erem Polivalente de Abreu e Lima - Abreu e Lima

Erem Trajano Chacon - Cordeiro, Recife

Escola Madre Iva - Cabo de Santo Agostinho

ETE Dom Bosco - Tamarineira, Recife


Quarta-feira, 10/08

ETE José Alencar Gomes - Paulista

Erem Alberto Torres - Tejipió, Recife

Escola Alzira da Fonseca - Jaboatão dos Guararapes

Erem Pedro Celso - Linha do Tiro, Recife


Quinta-feira, 11/08

Erem Professor Estevão Pinto - Olinda

Erem Manoel Borba - Boa Viagem, Recife

Escola Frei Caneca - Camaragibe

Erem Clovis Bevilaqua - Hipódromo, Recife


Sexta-feira, 12/08

ETE Chico Science - Olinda

Erem Jordão Emerenciano - Ibura, Recife

ETE Governador Eduardo Campos - São Lourenço da Mata

ETE Miguel Batista - Macaxeira, Recife

Integração Temporal de Novas linhas no TI Igarassu

 


A partir deste sábado dia 06 de agosto as linhas TI Igarassu / Ilha de Itamaracá e TI Igarassu / Itapissuma passarão a funcionar no sistema integração temporal , com acesso pela porta dianteira até 02 horas para o reembarque no mesmo sentido.

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Rock Trukado em Igarassu



 O Espaço Cultural Truká, localizado no sitio histórico de Igarassu, promove no dia 06 de agosto um evento voltado para quem curti rock.

O evento tem inicio as 19h e é aberto ao público.

"Além da Lenda - O Filme": primeiro longa de animação pernambucano estreia nos cinemas

 


“Além da Lenda - O Filme”, primeiro longa-metragem de animação produzido em Pernambuco, chega aos cinemas nesta quinta-feira (4). O filme leva para a tela grande personagens que povoam o folclore brasileiro em releituras contemporâneas. 


Dirigido por Marília Mafé e Marcos França, o longa é derivado de uma série de mesmo nome. Com 13 episódios, a obra foi lançada em 2018 pela produtora Viu Cine e ganhou exibições na TV Brasil e na Globo Pernambuco. 


A produção traz novos dubladores, como Gabriel Leone, Hugo Bonemer, Anderson Macário, Gabriela Melo, Alex Lima e Mônica Feijó. Já outras vozes, como as de Marcello Trigo, Bruna Cortez, Robson Ugo, Írina França, Jr Black e Pablo Ferreira, repetem a experiência vivida na televisão.


Produção desafiadora


Segundo Ulisses Brandão, produtor executivo e um dos roteiristas do filme, foi durante o processo de criação da série que nasceu o desejo de fazer um longa. “Começaram a surgir várias ideias que não cabiam na série. A gente viu que precisava expandir esse universo para várias frentes narrativas”, relembra. 


O produtor conta que a equipe refletiu muito sobre a viabilidade de aderir ao formato de longa-metragem, já que isso nunca havia sido testado no Estado até então. “Como estúdio, nos questionamos se estávamos prontos para isso. Ficamos um pouco inseguros no início, mas naquela época o contexto político e cultural do Brasil era outro. O Ministério da Cultura ainda existia e acabou abrindo uma linha de edital em que o projeto se encaixava bem”, conta.


Mesmo com o financiamento garantido, o estúdio ainda tinha que encarar outros desafios pela frente. “Narrativamente, a gente nunca tinha feito nada tão longo. E do ponto de vista técnico, querendo ou não, é uma produção muito maior. Chegamos a ter, simultaneamente, 50 pessoas trabalhando no projeto. A gente apanhou muito no começo, até encontrar um formato ideal. Foi um processo de aprendizagem muito rico”, revela. 


Lendas brasileiras em destaque


A trama da animação é conduzida pela chegada ao Brasil do Trio Halloween, formado por criaturas estrangeiras mundialmente famosas. Elas querem colocar as mãos no livro que reúne todas as histórias do folclore brasileiro e, assim, controlar as lendas nacionais. Com a ajuda do garoto Lucas, personagens como Comadre Fulozinha, Negrinho do Pastoreio e Curupira tentam se proteger dessa nova ameaça.


“Nosso objetivo é apresentar essas lendas a um público mais jovem, que talvez conheça melhor personagens de franquias como ‘Star Wars’ e ‘Marvel’ do que o próprio folclore. A gente entende que o entretenimento pode também ter uma mensagem. Queremos mostrar que não há cultura melhor do que a outra e que o conteúdo brasileiro pode ser tão bom quanto qualquer outro. É só você ter um olhar mais atento para ele”, defende. 


“Além da Lenda” já está presente entre outros formatos, incluindo nove livros, podcast, redes sociais e game. A Viu Cine deve continuar ampliando a marca nos próximos anos. A segunda temporada da série televisiva vem sendo trabalhada pela produtora e está em desenvolvimento uma sequência do filme. Focado nos personagens Cabra Cabriola e Chibamba, o spin-off foi um dos selecionados na chamada de longas infantis da Globo Filmes e do canal Gloob. 


Fonte: Folha de Pernambuco

Fome que virou emergência no 190 expõe tragédia nacional

 


Retrato da fome que aflige 33 milhões de pessoas no Brasil, um menino de 11 anos ligou para a Polícia Militar para pedir comida em Santa Luzia na noite de terça-feira. A família é liderada por uma mãe solo, que está desempregada, e mora no Bairro São Cosme, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.


No áudio, o menino Miguel Barros diz que tem cinco irmãos e não há comida em casa, só farinha e fubá. “Estou com fome. Nada pra comer, desde cedo”, afirmou. Os policiais do 35° Batalhão da PM chegaram à casa suspeitando de maus-tratos, mas encontraram a residência limpa e arrumada e as crianças estavam bem.


A mãe, Célia Arquimino Barros, de 46, não sabia que o menino tinha feito a ligação. Ela disse que tenta driblar a fome dos filhos com água e fubá mas não está conseguindo resolver o problema. Segundo Célia, que está desempregada, o auxílio do Bolsa Família há muito tempo não é suficiente para sustentá-los.


Após a ocorrência, os policiais compraram uma cesta básica e outros mantimentos para que a família pudesse comer. A história se espalhou e mobilizou outras pessoas, que organizaram doações para Célia e seus filhos. Quem quiser, pode encaminhar doaçõesà família por meio do 35º Batalhão.


A situação de Célia e seus filhos está longe de ser única. De acordo com uma pesquisa divulgada em 8 de junho pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan), 33 milhões de pessoas passam fome no Brasil neste ano. O número equivale a 15% da população do país e quase dobrou em relação a 2020, primeiro ano da pandemia.


Em pouco mais de um ano, 14 milhões de pessoas foram adicionadas à trágica conta dos que sofrem com a fome, de acordo com os dados do Segundo Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de COVID-19 produzido pela Penssan, coletados entre novembro de 2021 e abril último, nos perímetros urbano e rural, em todas as cinco regiões do país. Em 2020, o número de pessoas que passavam fome era de 19 milhões.


A insegurança alimentar atinge mais da metade dos brasileiros: 125 milhões ou 60% da população. Segundo a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), quem passa fome dentro de casa está sujeito a insegurança alimentar grave. Em outros níveis, ela é considerada moderada quando a qualidade da alimentação está comprometida e não há comida o suficiente para todos da família. E é leve quando se consome produtos de menor qualidade por medo de faltar comida.


De acordo com o estudo, na média nacional, três em cada 10 famílias enfrentam a incerteza quanto ao acesso à comida diariamente. No Sudeste, onde Célia vive com seus filhos, 16% das pessoas estão nessa situação. Uma tragédia ainda mais extensa nas regiões Norte e Nordeste do país, onde os índices chegam, respectivamente, a 28% e 33% da população. No Centro-Oeste são 16% e no Sul, 12%.


“Já não fazem mais parte da realidade brasileira aquelas políticas públicas de combate à pobreza e à miséria que, entre 2004 e 2013, reduziram a fome a apenas 4,2% dos lares. As medidas tomadas pelo governo para contenção da fome hoje são isoladas e insuficientes, diante de um cenário de alta da inflação, sobretudo dos alimentos, do desemprego e da queda de renda da população, com maior intensidade nos segmentos mais vulnerabilizados”, avalia Renato Maluf, coordenador da Rede Penssan.


Apenas quatro a cada 10 domicílios brasileiros têm pleno acesso à alimentação. A pesquisa também revelou que 65% dos lares comandados por pessoas pretas ou pardas apresentam insegurança alimentar em algum grau; das casas com chefes de família brancos são 53,2%. Das famílias comandadas por mães solo, 19,2% sofrem com a fome; 11,9% das comandadas por homens.


Fonte: Diário de Pernambuco

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

PE no Campus abre inscrições para mil bolsas para ajudar jovens a estudar em universidade pública

 

                 Reitoria da Universidade de Pernambuco - UPE — Foto: Pedro Alves/G1

As inscrições para os interessados em ganhar bolsas de estudo para o Programa PE no Campus foram abertas nesta quarta-feira (3). O cadastramento segue até 5 de setembro e deve ser feito pela internet. Este ano, serão beneficiados com o auxílio financeiro mil estudantes.


Com o PE no Campus, o estado paga as despesas de estudantes aprovados em universidades públicas. Os selecionados recebem uma bolsa de apoio à permanência, com periodicidade mensal, de R$ 1.240, nas 12 primeiras parcelas.


Consulte o edital aqui.


Os alunos aprovados também ganham bolsa de manutenção, com periodicidade mensal, de R$ 620, em 12 parcelas. Assim, a bolsa total será repassada em 24 vezes.


Do total de mil vagas, 900 são voltadas para estudantes que optarem por concorrer com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).


As outras 100 são destinadas a alunos que quiserem concorrer por meio das notas obtidas nas três etapas do Sistema Seriado de Avaliação (SSA) da Universidade de Pernambuco (UPE).


Para tirar dúvidas, os candidatos podem entrar em contato pelo telefone 0800-2860086. Não há taxa de inscrição.


Requisitos

Para pedir a bolsa, o candidato deve seguir os seguintes requisitos:


Ter feito o Enem em 2021 ou o exame do SSA/UPE, com terceira etapa no mesmo ano

Ter cursado Ensino Médio na rede pública estadual, finalizando em período inferior a cinco anos

Ser beneficiário ou dependente de beneficiário do Auxílio Brasil

Ter renda familiar total igual ou inferior a três salários-mínimos

Morar em uma cidade do estado a, no mínimo, 50 quilômetros do município onde fica a instituição de ensino superior em que o aluno pretende estudar

Não ter se tornado bolsista em edição anterior

O resultado da primeira etapa da seleção está previsto para 12 de setembro. A divulgação do resultado, após o prazo recursal, será no dia 1º de novembro.


Lançado em 2018, o PE no Campus tem como meta melhorar as condições de acesso à universidade dos estudantes egressos do ensino médio público pernambucano, por meio de auxílio financeiro. Desde o início, o programa beneficiou 3.256 estudantes.

Fonte: G1 PE

Estudante da rede pública é aprovada em três universidades no exterior e cria vaquinha para viajar

 


Uma estudante da rede pública estadual de Pernambuco foi aprovada em duas universidades dos Estados Unidos e uma da Austrália. Após dois anos de estudos, Dandara Guilherme, de 18 anos, foi aprovada para estudar na Universidade do Arizona, na Universidade de Monash e na Universidade de Stamford.


Mesmo tendo recebido uma bolsa de estudos em todas as universidades onde foi aprovada, a estudante precisa de dinheiro para arcar com sua viagem para os Estados Unidos e boa parte da sua estadia. Então, para conseguir alcançar seu sonho de estudar no exterior, Dandara iniciou uma vaquinha.  


Dandada estuda na Escola de Referência em Ensino Médio Fermando Mota, localizada no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A estudante mora com a mãe e a irmã gêmea. Atualmente, as três vivem com uma parte do salário mínimo do pai das gêmeas e um auxíliio de R$ 400 de programas sociais.

  

"Planejo cursar Ciência da Computação. Espero que, com essa oportunidade, eu seja capaz de mudar a vida da minha família, e dar a elas um futuro melhor. Assim como, poder ajudar aqueles que assim como eu não tem condições de arcar com os seus sonhos, e precisa do apoio do máximo de pessoas possível", explicou Dandara, na vaquinha.


A vaquinha, realizada pelo site Vakinha, deve arcar com custos como visto, passagem aérea e material para estudar. No total, a vaquinha busca arrecadar R$ 200 mil reais, o que equivale a pouco mais de 37 mil dólares americanos. As informações sobre a vaquinha podem ser encontradas pelo perfil @voa_dandara ou dentro do site Vakinha, com o id 2744046.  

Fonte: Folha de Pernambuco

CDL Igarassu empossa nova diretoria

 


Nesta quarta-feira,  03, o restaurante Caminho da Ilha,  em Igarassu,  vai receber a cerimônia de posse da nova diretoria do Câmara de Dirigentes Lojistas(CDL) do município. 


O evento,  marcado para começar as 19h, tem o apoio da Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas de Pernambuco (FCDL).  O empresário, do setor imobiliário, Gleycio Oliveira, ao lado de Ricardo Alencar, vão comandar a entidade, como presidente e vice, respectivamente, pelos próximos doia anos. 


Foto: Divulgação 

#jornaldogranderecife


terça-feira, 2 de agosto de 2022

Datafolha: 23% dos brasileiros compraram soro de leite e sobra de carnes para economizar

 


Uma pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta terça-feira (2) mostra que, com a alta do preço do leite, 23% dos brasileiros substituíram o produto por soro de leite na hora da compra. Um quinto dos entrevistados (20%) também disse ter adquirido sobras de frango, carne ou pele de frango no lugar de mercadorias que ficaram mais caras ou não couberam no orçamento.


Quase dois terços (61%) dos entrevistados também afirmaram ter comprado produtos de marcas mais baratas. Os que adquiriram mercadorias próximas do vencimento foram 29%.


O levantamento entrevistou 2.556 pessoas em 183 cidades de forma presencial na semana passada (em 27 e 28 de julho). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.


A pesquisa, contratada pelo jornal Folha de S.Paulo, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-01192/2022.


A busca por produtos mais baratos é maior entre os que recebem o Auxílio Brasil: 31% compraram sobras de carnes, mesmo número dos que adquiriram soro de leite.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o preço do leite longa vida cresceu 42% de janeiro a junho. Há mercados que vendem o litro acima de R$ 10, enquanto o soro de leite é encontrado na casa dos R$ 5,00.

Fonte: Folha de Pernambuco

Cesta básica tem custo médio de R$ 662 na Região Metropolitana do Recife

 


Exercendo um impacto sobre mais da metade de um salário mínimo, a cesta básica registrou uma alta de 2,06% durante o mês de julho. De acordo com uma pesquisa realizada por fiscais do Procon Pernambuco entre os dias 25 e 29 do último mês, o preço médio do item na Região Metropolitana do Recife (RMR) é de R$ 662,03. Em junho, a cesta custava R$ 648,64.


Dessa forma, quem recebe um salário mínimo precisa comprometer 54,62% da renda apenas para garantir o consumo de itens básicos de alimentação, limpeza doméstica e higiene pessoal. Segundo o levantamento realizado pelo Procon, o município de Goiana, na Zona da Mata Norte, é o que possui a cesta básica mais cara da RMR, custando em média R$ 671,70.


A pesquisa realizada pelo órgão de defesa do consumidor avalia o custo de 27 itens, sendo 19 de alimentação, quatro de limpeza doméstica e outros quatro de higiene pessoal. No último mês, o produto que apresentou maior variação no preço foi o fubá, podendo custar entre R$ 1,35 e R$ 4,29, o que representa uma variação de 217,78%. Em seguida aparece o alho, custando entre R$ 17,50 e R$ 55,70 o quilo. Outros produtos a salsicha e carne bovina também tiveram variação de preços considerável no mês de julho, 137,80% e 125,06%, respectivamente.


Já entre os itens de limpeza doméstica, o destaque é o sabão em pó, com uma diferença de preço de 467,63% de um local para outro. No quesito higiene pessoal, a maior variação registrada foi no papel higiênico, vendido por R$ 1,78 e até por e R$ 7,39 o pacote com quatro unidades.  


De acordo com o gerente geral do Procon-PE, Pedro Cavalcanti, "a pesquisa foi elaborada de forma sistemática, trazendo dados, informações e comparativos, para que sejam utilizados como uma ferramenta que auxilie o consumidor a economizar".


 O levantamento, realizado com base em uma família de quatro pessoas, incluindo dois adultos e duas crianças, está disponível no site do Procon Pernambuco (www.procon.pe.gov.br). Lá, também é possível encontrar os comparativos dos preços, listagem dos estabelecimentos e endereço onde o consumidor poderá encontrar o produto com o preço mais acessível.

Fonte: Diário de Pernambuco


Brasil perdeu 18 árvores por segundo em 2021

 


Rio de Janeiro – O desmatamento nos diversos biomas brasileiros aumentou 20,1% em 2021, de acordo com um relatório da plataforma colaborativa Mapbiomas, que alerta que no ano passado a Amazônia perdeu 18 árvores por segundo.


Em cifras, o Brasil perdeu 16.657 quilômetros quadrados (1.655.782 hectares) de cobertura de vegetação nativa em todos os seus biomas em 2021, comparados aos 13.789 quilômetros quadrados perdidos em 2020.


Cinquenta e nove por cento da área desmatada em 2021 se concentrou na Amazônia, seguida pelo Cerrado (a savana brasileira), que respondeu por 30,2% da área perdida, pela Caatinga (semiárido do Nordeste), com 7%, Mata Atlântica, com 1,8% e o Pantanal, com 1,7 %.


“Somente na Amazônia, foram desmatados 111,6 hectares por hora, ou 1,9 hectare por minuto, o que equivale a cerca de 18 árvores por segundo”, afirmou Mapbiomas.


A agropecuária se mantem como o principal “vetor de pressão” do desmatamento, respondendo por quase 97% da área perdida. Segundo a plataforma, no estado do Pará (norte) a mineração ilegal também foi um vetor ‘expressivo’.


Nos últimos três anos, período que coincide com a chegada de Jair Bolsonaro ao poder, a superfície desmatada em todos os biomas alcançou a 42.000 quilômetros quadrados, “quase a área do estado do Rio de Janeiro”, segundo o relatório.


Ambientalistas e opositores acusam o governo Bolsonaro de fomentar a devastação com sua retórica a favor da exploração comercial da Amazônia e ao enfraquecer os órgãos de controle ambiental.


Dados oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciies (INPE) mostram que entre janeiro e junho de 2022, a porção da floresta amazónica que fica no Brasil perdeu 3.988 quilômetros quadrados por desmatamento, um recorde para um primeiro semestre do ano desde 2016, início da série de registro do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) baseado em alertas diários.


As cifras oficiais mostram que, desde que Bolsonaro assumiu a presidência da República em janeiro de 2019, o desmatamento anual médio na Amazônia brasileira aumentou 75% em relação à década anterior.


A cobiça do homem sobe a riqueza amazónica tem caminho livre nas “florestas públicas não demarcadas” do Brasil, uma imensa área não regulamentada onde invasores de terras, mineiros e madeireiros ilegais dominam.


Por mudanças da história e indolência das autoridades, 830.000 quilômetros quadrados — cerca de 20% da Amazônia brasileira, quase o tamanho da Venezuela — não estão catalogadas nem como unidade de conservação, nem como reserva indígena, nem como propriedade privada e, por isso, estão menos vigiadas e mais expostas à exploração indiscriminada, embora há décadas apareçam iniciativas para regulamentá-las e protegê-las.


Segundo dados do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), entre 1997 e 2020, 87% do desmatamento amazônica em solo público ocorreu em áreas “não demarcadas”, grande parte em terras invadidas e registradas de forma fraudulenta como privadas e os 13% restantes são repartidos entre terras indígenas e as unidades de conservação. 

Fonte: Diário de Pernambuco

IGARASSU: Alto do Céu agora possui linha de ônibus

 


A comunidade do Alto do Céu, em Igarassu, passou a ser atendida pela linha 1918 TI Igarassu (Circular), beneficiando todos os moradores que tinham que caminhar até a Vila Rural, em um percurso de mais de 3 km.
Novos horários da 1918 TI Igarassu (Circular)
Botafogo - Alto do Céu - Vila Rural
Dias úteis
Saída Retorno Chegada
04:05h - 04:45h - 05:00h
04:50h - 05:35h - 05:50h
05:25h - 06:10h - 06:25h
06:05h - 06:50h - 07:05h
06:30h - 07:15h - 07:30h
07:10h - 07:55h - 08:10h
07:40h - 08:20h - 08:35h
08:15h - 09:00h - 09:15h
09:20h - 10:05h - 10:20h
10:25h - 11:10h - 11:25h
11:15h - 12:00h - 12:15h
12:21h - 13:06h - 13:21h
13:00h - 13:45:h - 14:00h
14:17h - 15:02h - 15:17h
15:07h - 15:52h - 16:07h
16:00h - 16:45h - 17:00h
16:33h - 17:18h - 17:33h
17:06h - 17:51h - 18:06h
17:39h - 18:24h - 18:39h
18:12h - 18:17h - 19:12h
18:45h - 19:30h - 19:45h
19:18h - 20:03h - 20:18h
20:00h - 20:45h - 21:00h
21:00h - 21:45h - 22:00h
22:00h - 22:40h - 22:55h
Fins de semana
Saida - Retorno chegada
04:35h - 05:15h - 05:25h
05:35h - 06:15h - 06:30h
07:35h - 08:15h - 08:30h
09:35h - 10:15h - 10:30h
11:25h - 12:05h - 12:20h
14:55h - 15:35h - 15:50h
15:55h - 16:35h - 16:50h
17:05h - 17:45h - 18:00h
18:05h - 18:45h - 19:00h
19:05h - 19:45h - 20:00h
20:10h - 20:45h - 20:55h
21:40h - 22:15h - 22:25h

Na velhice, carne vermelha é perigo para o coração

 

                                   Foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press

Costumamos ouvir que uma dieta balanceada deve conter a ingestão de proteínas — incluindo as presentes nas carnes vermelhas. Porém, discussões e pesquisas mostram que esse nutriente pode, também, trazer malefícios à saúde. Um estudo conduzido pela Universidade de Tufts e pelo Instituto Lerner, ambos nos Estados Unidos, mostra que o consumo da carne vermelha e carne processada pode aumentar em 22% o risco de ocorrência de doenças cardiovasculares em idosos.


Ao longo dos anos, cientistas investigaram a relação entre doenças cardíacas e gordura saturada, colesterol dietético, sódio, nitritos e até cozimento em alta temperatura, mas as evidências que apoiam muitos desses mecanismos não são robustas. O novo estudo, publicado na revista Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology, sugere que os culpados subjacentes podem incluir metabólitos criados pelas bactérias intestinais quando comemos carne.


Com quase 4 mil participantes acima de 65 anos, a pesquisa mostra que há um risco 22% maior para cada 1,1 porção de proteína ingerida por dia — e cerca de 10% desse risco elevado é explicado pelo aumento dos níveis de três metabólitos produzidos por bactérias intestinais a partir de nutrientes abundantes nas carnes vermelha e processada: o N-óxido de trimetilamina (TMAO), a gama-butirobetaína e a crotonobetaína. A vulnerabilidade não foi constatada com o consumo de aves, ovos ou peixes, e os voluntários foram acompanhados por, em média, 12 anos e meio.


Outros fatores, como o aumento do nível de açúcar no sangue e a ativação de inflamações no corpo a partir da carne, se mostram mais nocivos que o colesterol ou a pressão arterial. "Curiosamente, identificamos três caminhos principais que ajudam a explicar as ligações entre carne vermelha e processada e doenças cardiovasculares — metabólitos relacionados ao microbioma, níveis de glicose no sangue e inflamação geral —, e cada um deles parecia mais importante do que os caminhos relacionados ao colesterol no sangue ou a pressão arterial", analisa, em nota, o coautor sênior, Dariush Mozaffarian.


Segundo a equipe de cientistas, esse é o primeiro estudo a investigar as interrelações entre alimentos de origem animal e o risco de doenças cardiovasculares. Na avaliação de Meng Wang, coprimeira autora do artigo e pós-doutoranda na Friedman School, ligada à Universidade de Tufts, a pesquisa responde a perguntas de longa data sobre a ligação entre a proteína e esse tipo de complicação. "As interações entre a carne vermelha, o nosso microbioma intestinal e os metabólitos bioativos que eles geram parecem ser um caminho importante para o risco, o que cria um alvo para possíveis intervenções para reduzir doenças cardíacas", avalia.


Melhores escolhas


Para os autores, compreender os impactos do consumo de carne é particularmente importante em idosos porque, apesar de serem mais suscetíveis à ocorrência de complicações cardíacas, essas pessoas podem se beneficiar da ingestão de proteínas — o nutriente compensa a perda de massa e força muscular relacionadas à idade. Os resultados, avaliam, indicam que melhores escolhas alimentares podem funcionar como um fator protetivo para o coração. "O estudo também defende os esforços dietéticos como meio de reduzir esse risco, uma vez que as intervenções dietéticas podem reduzir significativamente o TMAO", afirma Stanley L. Haze, chefe da seção de cardiologia preventiva e reabilitação na Cleveland Clinic e coprimeiro autor.


Ahmed Hasan, do Instituto Nacional de Saúde, cujos dados baseiam a análise, pontua que é preciso aprofundar o estudo sobre o efeito da carne vermelha na saúde cardíaca de idosos, mas os primeiros resultados indicam que, ao escolher alimentos de origem animal, pode ser menos importante o foco nas gorduras totais e saturadas, por exemplo, do que entender os efeitos sobre a saúde de outros componentes do alimento. "Embora sejam necessárias mais pesquisas, os relatórios atuais fornecem um novo alvo potencial para prevenir ou tratar doenças cardíacas em um subgrupo de pessoas que consome quantidades excessivas de carne vermelha", diz.


Apesar da descoberta, eliminar a carne do cardápio não é a salvação para evitar doenças cardiovasculares, esse é apenas um caminho para a prevenção em determinados grupos. Hasan ressalta que, independentemente da idade, para um estilo de vida que seja saudável para o coração, é preciso a adoção de uma dieta rica em vegetais, frutas e grãos integrais, além de controlar o estresse, ter qualidade de sono e praticar exercícios físicos.


Risco maior de morte

Parte do grupo de pesquisadores que relaciona a ingestão de carne vermelha e processada à saúde cardiovascular publicou, em maio, na revista Jama Network Open, um estudo que associa o TMAO e outros metabólitos ao risco de morte em pessoas mais velhas. A vulnerabilidade foi de 20% a 30% maior entre idosos com níveis mais altos desses compostos no plasma e em seus biomarcadores do que os com taxas mais baixas.


Os resultados foram obtidos na análise de dados de mais de 5 mil pessoas. Para os autores, as informações podem ajudar na criação de estratégias para reverter os níveis do metabólito. "Agora que sabemos mais sobre a gravidade dos riscos associados ao TMAO, podemos explorar abordagens eficazes para alterar esses níveis no corpo", afirmou, à época, em nota, a coprimeira autora do artigo, Amanda Fretts, do Departamento de Epidemiologia da Universidade de Washington.


Remédios são ligados a infartos


Pense na seguinte hipótese: você tem uma doença cardiovascular e se trata com remédios específicos, como betabloqueadores e antiplaquetários. Mas, como em um efeito rebote, o que deveria impedir uma piora clínica causa ainda mais problemas de saúde. Essa possibilidade foi levantada em uma pesquisa que identificou uma relação entre o uso desses dois medicamentos e o aumento de ataques cardíacos em períodos de calor extremo.


O estudo utilizou como base o registro de 2.494 casos de pessoas que sofreram ataque cardíaco não fatal em Augsburg, na Alemanha, durante os meses de clima quente (de maio a setembro), entre 2001 e 2014. Os autores analisaram a utilização das duas classes medicamentosas antes do infarto, comparando os dados da exposição ao calor no dia do problema com os dos mesmos dias da semana no mesmo mês.


A análise não estabeleceu uma relação de causa e efeito. Mostrou que o uso de medicamentos antiplaquetários foi associado a um aumento de 63% no risco de ataques cardíacos, e o de betabloqueadores, de 65%. No caso de ingestão dos dois remédios, a taxa subiu para 75%. "Os pacientes que tomam esses dois medicamentos têm maior risco. Durante as ondas de calor, eles devem realmente tomar precauções", enfatiza, em nota, Kai Chen, professor-assistente do Departamento de Epidemiologia da Escola de Saúde Pública de Yale e primeiro autor do estudo, publicado na revista Nature Cardiovascular Research.


Os cientistas consideram que o risco de sofrer um infarto pode ter aumentado em decorrência do aumento da temperatura e também pela ocorrência de doença cardíaca subjacente. Há pistas, porém, da força da primeira hipótese. Uma delas é que, na maioria das vezes, outros remédios para o coração não mostraram uma conexão entre ataques cardíacos relacionados e calor.


A única exceção foram as estatinas, Quando tomadas por pessoas mais jovens, elas foram associadas a um risco três vezes maior de ataque cardíaco em dias quentes. "Nós levantamos a hipótese de que alguns dos medicamentos podem dificultar a regulação da temperatura corporal", enfatiza Chen. A equipe planeja tentar desembaraçar essas relações em novos estudos.

Fonte: Diário de Pernambuco

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

01 DE AGOSTO: Dia Nacional do Maracatu



 O Dia Nacional do Maracatu é comemorado neste dia 1º de Agosto em diversas regiões de Pernambuco. Considerado Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil desde 2014, o maracatu mistura dança, música e poesia. A manifestação folclórica é uma expressão genuinamente Pernambucana, muito presente nas cidades de Nazaré da Mata, Olinda e Recife.

O Maracatu é um dos ritmos populares mais importantes do Nordeste. Surgiu em meados de XVIII no estado de Pernambuco durante o período em que pessoas negras ainda eram escravizadas. É um movimento da cultura popular que envolve música, dança e história - além de figurinos extravagantes, que remetem à cultura africana, indígena e portuguesa.
Desde 2018, foi instituído pela Câmara dos Deputados o dia 1º de agosto como Dia Nacional do Maracatu. A data comemorativa já é celebrada em Pernambuco desde 1997 em homenagem ao nascimento do Mestre Luiz de França, que comandou o Maracatu Leão Coroado por 40 anos. Ao tornar a data nacional, o objetivo é fortalecer os elementos desta manifestação cultural presente em quase todos os estados brasileiros.

Fonte: CBN Recife

Incêndios na Amazônia brasileira aumentaram em julho

 

Foto aérea divulgada pelo Greenpeace mostrando fumaça saindo de um incêndio na floresta amazônica no município de Apuí, estado do Amazonas, Brasil, em 27 de julho de 2022 - Foto: Christian Braga / Greenpeace / AFP


O número de incêndios florestais na Amazônia brasileira aumentou 8% em julho em comparação com o mesmo mês do ano passado - revelam dados oficiais divulgados nesta segunda-feira (1º).


No mês passado, os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectaram 5.373 focos de incêndio nessa região, contra 4.977 em julho de 2021.


Este número é ligeiramente superior ao de 2019 (5.318) e menor que o de 2020 (6.803), para um mês propenso a incêndios, devido ao início da estação seca.


Desde o início do ano, foram detectados 12.906 incêndios, o que representa um aumento de 13% em relação aos sete primeiros meses de 2021.


"Este é só o início do verão Amazônico, estação com menos chuvas e umidade, onde infelizmente a prática de queimadas e incêndios florestais criminosos explodem", disse o porta-voz da Amazônia do Greenpeace Brasil, Rômulo Batista.


Nesta época, há queimadas "nas áreas que foram derrubadas recentemente e deixadas para secar, ou mesmo queimando áreas de florestas que já foram degradadas pela extração ilegal de madeira", acrescentou.


Batista afirmou que, além de destruir a biodiversidade, a fumaça dos incêndios também afeta a saúde da população local.


Os meses mais devastadores dos incêndios florestais na Amazônia costumam ser agosto e setembro.


O Greenpeace publicou fotos aéreas de grandes incêndios florestais na semana passada durante um voo sobre o estado amazônico de Rondônia.


O Brasil registrou um desmatamento recorde no primeiro semestre do ano, com quase 4.000 km2 queimados. Este foi o maior registro desde que o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) começou a contabilizar os danos, em 2016.


O número representa um aumento de 10,6% em comparação com o mesmo período de 2021.


O presidente Bolsonaro, que busca a reeleição na eleição presidencial de outubro, é frequentemente criticado por suas políticas ambientais.


Os dados oficiais mostram que, desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2019, o desmatamento médio anual na Amazônia aumentou 75% em comparação com a década anterior. 

Fonte: Folha de Pernambuco

Pré-vestibular gratuito em Igarassu

 


A Prefeitura de Igarassu abriu nova oportunidade para inscrição no pré-vestibular solidário gratuito e para se inscrever é só Acessar igarassu.pe.gov.br e aproveite!

 Pré-vestibular gratuito. Novas vagas abertas Inscrições de 28/07 a 08/08. www.igarassu.pe.gov.br Resultados - 10/08 às 12h"