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Informativo semanal de noticias

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

MPPE vai cobrar reforço na vacinação e respeito aos protocolos sanitários para conter casos de Síndrome Respiratória


 Atento ao rápido aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) motivado pela disseminação da nova variante do vírus Influenza (H3N2) e à circulação comunitária da cepa ômicron do Novo Coronavírus, o procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Paulo Augusto Freitas, expediu recomendação orientando os membros da Instituição a intensificar o diálogo com prefeitos e secretários de Saúde de todos os municípios pernambucanos.

"A situação atual demanda o emprego urgente de medidas de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública, verificando-se a necessidade de ampliação da rede assistencial à saúde, avanço na vacinação e reforço na fiscalização das medidas não farmacológicas para prevenção, como distanciamento social, uso correto de máscaras e higiene sanitária", detalhou Paulo Augusto Freitas no texto da Recomendação PGJ nº01/2022.

Para alcançar esses objetivos, o chefe do MPPE recomendou, sem caráter vinculativo e respeitada a independência funcional dos membros da Instituição, que os promotores de Justiça façam contato com os prefeitos e secretários de Saúde de todo o Estado para a adoção de medidas imediatas nesses três eixos.

No primeiro deles, a ampliação da rede assistencial, os membros do MPPE foram orientados a cobrar a retomada dos Planos de Contingência Municipais, com atenção integral às pessoas diagnosticadas com Covid-19 e gripe causada pelo H3N2. Nesse sentido, o MPPE vai fiscalizar o funcionamento das unidades de saúde e a reativação de leitos de retaguarda, enfermarias, hospitais de campanha, dentre outros, a fim de ampliar a capacidade de atendimento.

Além disso, os membros do MPPE devem atuar para garantir o funcionamento ininterrupto das unidades de pronto atendimento, policlínicas e hospitais de pequeno porte; e internar, quando necessário, os casos de síndrome gripal com prioridade para os pacientes com maior vulnerabilidade.

O segundo ponto de atenção é a vacinação. A recomendação aos promotores é de cobrar a ampla divulgação da importância de o município imunizar os cidadãos, realizar busca ativa dos indivíduos que ainda não completaram o ciclo vacinal e reforçar as equipes nos pontos de vacinação, de modo a ampliar os horários de atendimento. Além disso, o MPPE deve estimular os municípios a estabelecer a obrigatoriedade de comprovação da vacinação para o exercício de determinadas atividades, a exemplo do que já vem sendo realizado em vários Estados e por toda a administração direta e indireta do Governo do Estado.

Por fim, o procurador-geral orientou os membros do MPPE a buscar, junto às autoridades locais, o compromisso de reforçar as medidas não farmacológicas indicadas para a prevenção das doenças infectocontagiosas. Nesse rol estão o uso obrigatório da máscara facial, respeito ao distanciamento social e higienização constante das mãos.

Fonte: Diário de Pernambuco

sábado, 8 de janeiro de 2022

Vereadores de Igarassu aprovam três auxílios que somam quase R$ 3,5 mil por parlamentar


 Vereadores de Igarassu, município do Grande Recife com 100 mil habitantes, aprovaram três novos auxílios (alimentação, saúde e combustível) que somam quase R$ 3,5 mil por parlamentar. A aprovação aconteceu durante uma sessão extraordinária em 28 de dezembro, a última data do ano legislativo de 2021.

Em menos de cinco minutos, os três novos benefícios foram aprovados pelos vereadores. Os detalhes com valores não foi lido durante a votação. De acordo com a Câmara Municipal de Igarassu, os projetos de lei, de autoria da mesa diretora, preveem os seguintes valores:


R$ 1.260 para auxílio-saúde, valor que corresponde a 10% do salário dos vereadores;

R$ 1.100 para auxílio-alimentação (levando em consideração 22 dias úteis no mês, são R$ 50 por dia);

Valor equivalente a 160 litros de combustível, quantidade estimada pelos vereadores (se o litro da gasolina estiver custando R$ 7, o auxílio-combustível deve ser de R$ 1.120).

Se os vereadores usarem um carro popular que percorre 12 quilômetros com um litro de combustível, eles podem rodar 1.920 quilômetros. Isso é o equivalente a sair de Igarassu e viajar até Vitória, capital do Espírito Santo.

"Eles não vão para outro município nem para outro estado fazer trabalho. Eles trabalham aqui, e a maioria é pelo celular, a maioria é em casa. Até as reuniões que eles fazem na Câmara são online", afirmou um morador de Igarassu, que preferiu não informar o nome.

Dos 15 parlamentares, apenas um votou contra: Anderson Trindade (Solidariedade). Ele disse que, se receber o dinheiro em cartões corporativos, não vai usar. Também afirmou que, se os auxílios forem pagos na folha salarial, vai comprar cestas básicas para fazer doações.

"Hoje o nosso valor líquido, livre, é de R$ 9,5 mil. Então, dá muito bem para que nós possamos desenvolver um trabalho sem a necessidade do uso desse auxílio, tendo em vista que hoje muitos pais de família vivem com um salário mínimo. A verba de gabinete hoje está em torno de R$ 18 mil para que nós possamos colocar a nossa equipe de assessoria para nos ajudar nesse trabalho", disse Anderson.

O total mensal de 160 litros previsto pelo auxílio-combustível dividido por 30 dias resulta em uma média de cinco litros. Se os parlamentares usarem um carro popular que faça 12 quilômetros com um litro, eles podem ir e voltar, três vezes ao dia, da Câmara de Igarassu até Cruz de Rebouças, que é um dos bairros mais afastados do Centro da cidade.


Respostas

Em nota, a presidente da mesa diretora da Câmara Municipal de Igarassu, Erica Uchoa (PTB), disse que a aprovação dos auxílios para os servidores efetivos e vereadores busca melhorar as condições de trabalho de todos. Também afirmou que, no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e em grande parte das Câmaras de Vereadores do Brasil já existem leis semelhantes a essas.


Ela declarou, ainda, que os valores dos auxílios que foram divulgados não são os exatos, pois essa decisão depende do planejamento orçamentário do município. Outro integrante da mesa diretora, o vereador Neinho do Povo (Podemos) falou com a Globo sobre a aprovação dos três auxílios.


"Foi um projeto que foi debatido na casa, em conjunto com os demais vereadores. Passou pelo corpo jurídico da casa para ver a legalidade do projeto. Ele visa dar uma melhoria e uma condição de trabalho melhor aos funcionários da casa, assim como aos vereadores", disse o parlamentar.


Neinho do Povo também falou que "a única finalidade não é um auxílio diretamente para o vereador, e sim para o gabinete, para que a gente possa atender à população da melhor maneira possível, sem onerar, sem tirar da saúde, sem tirar da educação, sem tirar da infraestrutura, e sim com recursos próprios dessa casa, que foram economizados".


Por meio de nota, a prefeitura de Igarassu disse que recebeu os projetos de lei para a cota de combustíveis e para o auxilio-refeição. Também afirmou que a Procuradoria Geral do município iniciou a análise do conteúdo dos projetos de lei para decidir se vai sancioná-los ou não. Sobre o auxilio-saúde, a prefeitura declarou que, até esta quinta-feira (6), ainda não recebeu o projeto de lei.

Fonte: G1 PE

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Entenda as mudanças nas aposentadorias em 2022


 

Quem está prestes a se aposentar precisa estar atento. A reforma da Previdência estabeleceu regras automáticas de transição, que mudam a concessão de benefícios a cada ano.


A pontuação para a aposentadoria por tempo de contribuição e por idade sofreu alterações. Confira abaixo as mudanças que começam a vigorar neste ano.


Aposentadoria por idade

A regra de transição estabelece o acréscimo de seis meses a cada ano para as mulheres, até chegar a 62 anos em 2023. Na promulgação da reforma da Previdência, em novembro de 2019, a idade mínima estava em 60 anos, passando para 60 anos e meio em janeiro de 2020. Em janeiro de 2021, a idade mínima para aposentadoria das mulheres aumentou para 61 anos. Agora, está em 61 anos e meio em 2022.


Para homens, a idade mínima está fixada em 65 anos desde 2019. Para ambos os sexos, o tempo mínimo de contribuição exigido está em 15 anos.


Aposentadoria por tempo de contribuição

A reforma da Previdência estabeleceu quatro regras de transição, das quais duas previram modificações na virada de 2021 para 2022. Na primeira regra, que estabelece um cronograma de transição para a regra 86/96, a pontuação composta pela soma da idade e dos anos de contribuição subiu em janeiro: para 89 pontos (mulheres) e 99 pontos (homens).


Na segunda regra, que prevê idade mínima mais baixa para quem tem longo tempo de contribuição, a idade mínima para requerer o benefício passou para 57 anos e meio (mulheres) e 62 anos e meio (homens). A reforma da Previdência acrescenta seis meses às idades mínimas a cada ano até atingirem 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens) em 2031. Nos dois casos, o tempo mínimo de contribuição exigido é de 30 anos para as mulheres e 35 anos para homens.


Pensão por morte

Depois de mudar em 2021, o tempo de recebimento do benefício ficará inalterado em 2022. Segundo a Lei 13.135, de 2015, a cada três anos, um ano é acrescido nas faixas etárias estabelecidas por portaria do governo federal editada em 2015. Como a última alteração ocorreu em 2021, as idades mínimas dos pensionistas só voltarão a aumentar em 2024.


Atualmente, o pensionista com menos de 22 anos de idade receberá a pensão por até três anos. O intervalo sobe para seis anos para pensionistas de 22 a 27 anos, 10 anos para pensionistas de 28 a 30 anos, 15 anos para pensionistas de 31 a 41 anos e 20 anos para pensionistas de 42 a 44 anos. Somente a partir de 45 anos, a pensão passa a ser vitalícia.


A medida vale para os novos pensionistas. Beneficiários antigos estão com direito adquirido.

Fonte: Diário de Pernambuco

Sete cidades registraram chuvas com acumulado de 30 milímetros nas últimas três horas; confira


 A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu um informe, na manhã desta segunda-feira (3), atualizando a situação dos municípios após fortes chuvas no estado. De acordo com a Apac, sete cidades registraram chuvas com acumulado de 30 milímetros nas últimas três horas. Confira os municípios: 

- Rio Formoso

-Sirinhaém

-Jaboatão dos Guararapes

- Igarassu 

-Recife

- Cabo de Santo Agostinho

-Abreu e Lima


Ainda segundo a Agência, a previsão é de continuidade das chuvas nas primeiras horas da manhã na Zona da Mata e na Região Metropolitana do Recife, com diminuição no final da manhã.

Fonte: Diário de Pernambuco

sábado, 1 de janeiro de 2022

IPTU, IPVA, material escolar... confira dicas para o equilíbrio financeiro


 
O início de todos os anos precisa ser estudado com cuidado, afinal o consumidor enfrenta muitas despesas, como o pagamento de impostos, a exemplo do IPTU e do IPVA, matrícula e material escolares, além do pagamento das compras feitas em dezembro. Em especial, o ano de 2022 chega com incertezas e possíveis instabilidades sobre a economia brasileira. Estamos falando de um ano difícil de eleição. Por isso, organizar-se diante do cenário de instabilidade na economia é fundamental.

Em 2021, as finanças pessoais foram afetadas pela pandemia. Para se ter uma ideia, o percentual de famílias que se declaram estar “muito endividadas” em Pernambuco é de 22,8%, em dezembro de 2021. A proporção das que se dizem “mais ou menos endividadas” é de 35,1%. Em dezembro de 2020, esses percentuais eram de 12,3% e 37,9%, respectivamente. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e recortada localmente pela Fecomércio-PE.

Assim, a educação financeira torna-se dever de casa. “Em termos de orçamento, esses dois últimos anos foram bem difíceis, bem restrito. A pandemia dificultou por causa do desemprego, em que afetou a renda das pessoas, a inflação alta, com itens de alimentação e bebida cada vez mais caros, além de reajustes mínimos na questão do salário. Esse cenário coloca ainda mais em evidência a necessidade do equilíbrio das contas pessoais ou, pelo menos, colocá-las próximo ao equilíbrio”, explicou Rafael Ramos, economista da Búzios Consultoria.

“No final de ano, a gente tem gastos e ganhos extras. Esses ganhos são, por exemplo, o 13° salário. A euforia do final do ano pode comprometer o orçamento familiar, então é importante fazer o diagnóstico para descobrir o comprometimento dos seus ganhos, investigar para onde estão indo seus gastos. Conhecendo sua situação, é possível começar a ajustar”, indicou Magna Melo, contadora, empresária contábil e educadora financeira da DSOP.

“Uma boa forma de se organizar financeiramente é montar uma planilha de fluxo de caixa pessoal, nela irá listar todas as suas fontes de receitas e também suas fontes de despesas. Ela permitirá um maior controle mensal das suas finanças, assim como saber se algum ponto em específico está necessitando atenção. Permitirá também que você tenha noção do volume necessário para compor sua reserva de emergência e também como está o seu índice de poupança”, complementou João Melo, economista e sócio-fundador da Dapes Investimentos.

Ajustes no orçamento

Uma vez em que o orçamento não está equilibrado, é preciso começar a pensar em como organizar melhor suas finanças. “Cada um tem que ver o tamanho da diferença orçamentária que existe e saber onde cortar. As escolhas são pessoais, mas os responsáveis pelas finanças da família têm que colocar as opções na frente para cortar o que for preciso”, explicou João Melo.

O consumidor Hélio Mota faz sua organização financeira há cerca de cinco anos, seguindo o exemplo do seu pai. Hélio já viu, em alguns momentos, a necessidade de fazer algumas mudanças para manter o equilíbrio financeiro. “Teve um período que eu trabalhava fora, no escritório, então eu pedia muito delivery. Vi que era necessário fazer alguns cortes porque estava com esses gastos em alta. Foi então que eu passei a cozinhar mais em casa para levar marmita para o trabalho”, explicou Mota.

Pagar as dívidas

Se estiver em dívida, a contadora Magna disse pode utilizar o valor do 13° para quitá-la. “A gente precisa priorizar as dívidas com incidência maior de juros, que são, por exemplo, a do cartão de crédito e a do cheque especial”, comentou Magna.

“Esse tipo de dívida de cartão de crédito é extremamente perigosa porque ela é muito crescente. Qualquer descontrole, pode explodir. Se não pagar essa dívida, em um ano ela vai triplicar. Então se estiver endividado, pode utilizar o 13° para pagar”, sugeriu Rafael Ramos.

Atenção no material escolar

Para as famílias que têm crianças, as dicas são bem preciosas. Isso porque, em 2022, a compra do material escolar vai acompanhar a inflação e a alta do dólar. Segundo a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), o aumento pode chegar a 30%. As indústrias e os importadores estão sofrendo um grande aumento de custos devido aos aumentos frequentes nas diversas matérias-primas, como papel, plástico e químicos. Por isso, as sugestões no momento de comprar os itens escolares são essenciais.

“O ideal é sempre pesquisar na hora de comprar o material escolar. Os pais também podem se juntar para fazer uma compra coletiva de forma a reduzir os preços, além de optar por marcas mais baratas e comprar material já usado. Esses são meios de baratear os custos”, indicou Rafael Ramos. Outra indicação é juntar o material escolar do ano anterior e ver o que pode ser reaproveitado.

Fonte: Folha de Pernambuco

Governo de Pernambuco divulga como será o pagamento de IPVA em 2022; confira o calendário

 Calendário de pagamento IPVA

Número do último dígito da placa do veículoCota única (com desconto de 7%)1ª cota2ª cota3ª cota
1 e 209/02/202209/02/202209/03/202207/04/2022
3 e 415/02/202215/02/202215/03/202213/04/2022
5 e 618/02/202218/02/202218/03/202220/04/2022
7 e 822/02/202222/02/202223/03/202226/04/2022
9 e 024/02/202224/02/202230/03/202229/04/2022

O governo de Pernambuco divulgou, nesta quinta (30), a forma e o calendário de pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), em 2022. Não haverá mudança de alíquotas cobradas pelo estado, em relação ao exercício de 2021.

Com essa decisão, em 2022, o valor do tributo recolhido pelo governo será o mesmo cobrado aos motoristas, em 2021.

O decreto nº 52.075, publicado no Diário Oficial do estado, também detalhou o cronograma de pagamentos, segundo o número final das placas dos veículos (veja mais abaixo).

Segundo a Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE), os contribuintes que optarem por pagar o IPVA em cota única, em fevereiro de 2022, terão um desconto de 7%. Esse é o mesmo valor concedido em 2021.

Há também a possibilidade de pagamento em três vezes, sendo a primeira parcela para o mês de fevereiro e a última para abril de 2022.

Cálculo

Ainda de acordo com a Sefaz-PE, há mais de uma década, Pernambuco adota a tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para a atualização da base de cálculo do IPVA dos veículos usados.

Assim, quem define os valores da tabela Fipe é o mercado, por meio de pesquisa de forma regionalizada.

Dessa forma, é levada em consideração a variação média dos preços de referência da base tributável do IPVA.

Para 2022, informou a Sefaz-PE, será considerada a variação dos preços de mercado dos veículos entre setembro e outubro de 2020 e setembro e outubro de 2021 da Tabela Fipe sobre veículos usados.

Para os carros, motos e caminhões novos, o IPVA será cobrado com base no valor da aquisição do veículo previsto em nota fiscal. Essa metodologia também não sofreu alteração, segundo a Sefaz-PE.

Último dia

De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE), na sexta-feira (31) encerra-se o prazo final para circular com o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV) de 2020 dos automóveis com placas finalizadas em 9 e 0. A data é a última para o pagamento.

Segundo o Detran, o CRLV, que agora é digital, fica disponível ao proprietário do veículo após a quitação das taxas de licenciamento, que inclui o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), taxa dos bombeiros, do licenciamento e as multas vencidas, caso existam.

Sistemas

Os motoristas e pessoas que precisam de serviços realizados nos sistemas de informática do Detran-PE devem ficar atentos. A partir desta quinta (30), as consultas e atendimentos pela internet estão fora do ar e a retomada está prevista apenas para o domingo (2).

Por meio de nota, o Detran de Pernambuco informou que os sistemas terão funcionamento suspensos por causa de manutenção técnica temporária para “o processo de atualização para 2022”.

Ainda de acordo com o Detran-PE, a parada é necessária para “deixar o sistema apto para realizar as rotinas relativas ao licenciamento de veículos e pagamento de impostos de 2022".

Fonte: G1 PE

Motorista morre e passageiro fica ferido após carro cair de viaduto em Igarassu

 

Um homem de 58 anos morreu após o carro que dirigia cair de um viaduto na tarde desta sexta-feira (31), na BR-101, em Igarassu, Região Metropolitana do Recife. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal em Pernambuco (PRF-PE), o passageiro do veículo também ficou ferido.

Segundo a corporação, o acidente aconteceu pouco antes das 15h no km 41 da rodovia. O motorista passava pelo viaduto próximo à fábrica da Ondunorte, no sentido Igarassu-Recife, quando perdeu o controle da direção e capotou, caindo na pista de baixo. O condutor morreu na hora.

Além do condutor, havia um passageiro no carro. Ele tem 36 anos e foi levado pelo Samu à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da cidade. Agentes da PRF, Guarda Municipal e Polícia Militar foram ao local para ordenar o trânsito. A Polícia Civil e o Instituto de Criminalística também foram acionados.

Fonte: Folha de Pernambuco

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Estudo indica que vacinas aumentam proteção de quem já teve covid-19


 Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) publicaram hoje (29) um estudo sobre vacinas contra covid-19 usadas no Brasil que aumentam a proteção contra o SARS-CoV-2 em quem já teve a doença previamente. O trabalho foi publicado em formato preprint no site Medrxiv, o que significa que ainda precisa ser revisado por outros cientistas.

Os pesquisadores avaliaram 22.565 indivíduos acima dos 18 anos que tiveram dois testes de RT-PCR positivos e 68 mil que tiveram teste positivo e depois negativo, entre fevereiro e novembro deste ano.


Segundo o artigo, a vacinação com as duas doses de AstraZeneca, Pfizer e CoronaVac, ou com a dose única da Janssen, foi capaz de reduzir reinfecções sintomáticas e casos graves da doença em quem já havia contraído a covid-19 anteriormente. A pesquisa mostrou que, quando a vacina requer duas doses, a aplicação da segunda dose de fato elevou o nível de proteção contra reinfecções nos indivíduos estudados.

Principal pesquisador responsável pelo estudo, Julio Croda, da Fiocruz Mato Grosso do Sul, explica que análise contou com a base nacional de dados sobre notificação, hospitalização e vacinação e confirma a necessidade de completar o esquema vacinal mesmo em quem já teve covid-19.

“A importância de ser vacinado é a mensagem principal, e a necessidade dessas duas doses para maximizar a proteção. Vemos que alguns países chegam a recomendar apenas uma dose para quem teve covid-19, por considerar que estes já contam com um certo nível de anticorpos neutralizantes. Mas esse tipo de avaliação de efetividade na vida real mostra que há um ganho adicional com a segunda dose. É um ganho substancial contra as formas graves", disse ele em entrevista à Agência Fiocruz de Notícias.

Ao analisar os dados, os pesquisadores descobriram que, após a infecção inicial, a efetividade contra doença sintomática 14 dias após o esquema vacinal completo é de 37,5% para a CoronaVac, 53,4% para AstraZeneca, 35,8% para Janssen e 63,7% para Pfizer. Já a efetividade contra hospitalização e morte, também após 14 dias da aplicação, é 82,2% com a CoronaVac, 90,8% com a AstraZeneca, 87,7% com a Pfizer e 59,2% com a Janssen. O estudo completo pode ser acessado em inglês no site Medrxiv.

Fonte: Folha de Pernambuco

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

GRIPE: Doença avança pelo país e faz vítimas fatais



 O vírus da gripe Influenza A H3N2 segue se espalhando rapidamente pelo Brasil. Na última quinta-feira (23), o estado do Rio Grande do Sul confirmou a primeira morte pela variante, no município de São Francisco de Paula. Na Bahia, já são cinco óbitos e a capital Salvador está em alerta para surto. Em Pernambuco, a Secretaria Estadual de Saúde registrou mais duas mortes nesta semana.  

No Rio de Janeiro já são sete mortes causadas pelo subtipo H3N2, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura do Rio. O estado pode ser considerado a porta de entrada da nova mutação no Brasil, segundo o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do infiGripe da Fiocruz, por conta da grande movimentação nos aeroportos da capital.

“Nesse tipo de situação, as pessoas mais vulneráveis são as que estão no extremo da faixa etária, ou seja, crianças e idosos, além das pessoas imunossuprimidas, das pessoas que já tem um histórico de problemas respiratórios e de insuficiência cardíaca. 

A gente normalizou a gripe, mas ela é uma causa importante nas internações hospitalares e pode levar a óbito, sim”, declara Marcelo. 

Os estados de São Paulo, Pará, Amazonas, Rondônia e Goiás estão em alerta por conta da alta no número de casos relacionados ao subtipo H3N2. 

Fonte: Brasil 61

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Brasil deverá enfrentar novos surtos de doenças em 2022

 

O país está propenso a enfrentar em 2022 surtos de doenças —como a da gripe que já assola estados brasileiros— em razão de uma menor cobertura vacinal decorrente da pandemia do coronavírus, quando a demanda por outros imunizantes caiu, e do afrouxamento das restrições contra a covid-19, segundo alertam especialistas em saúde.

Além da influenza, infectologistas veem a possibilidade de novos surtos de doenças como sarampo, difteria e catapora. Com maior incidência no verão e transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, dengue, zika e chikungunya também preocupam —além de sobrecarregar hospitais, essas doenças provocam sintomas que podem se confundir com os da covid, dificultando o diagnóstico.

Médicos também temem a possibilidade de surtos de infecções como sarampo, catapora e outras doenças para as quais já há imunizantes nos postos de saúde. A preocupação ocorre pelo mesmo motivo da influenza: a redução da cobertura vacinal durante a pandemia do coronavírus, quando a demanda por essas vacinas foi menor, e a flexibilização das medidas restritivas contra a covid-19.

Fonte: Jornal do Grande Recife

domingo, 26 de dezembro de 2021

Conta de luz continuará Alta em 2022

 


Em 2021, o aumento da conta de luz pesou no bolso dos consumidores e teve reflexos no preço de vários produtos. A má notícia é que, mesmo com o ano chegando ao fim, o problema não vai acabar: segundo especialistas, os consumidores sentirão os efeitos da seca de agora em 2022 e, provavelmente, nos anos seguintes também.


O país passa pela maior seca em 90 anos, o que tem prejudicado a geração de energia por usinas hidrelétricas. Essas usinas respondem por 63,2% da capacidade instalada do Sistema Interligado Nacional, que atende a maior parte do país. Com isso, os custos para a geração de energia aumentaram. O problema é que a conta paga pelos consumidores não está sendo suficiente para bancar esses custos mais altos, e esse déficit não será resolvido em 2021.


As bandeiras tarifárias foram criadas pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para repassar aumentos no custo de geração de forma mais rápida aos consumidores. Sem as bandeiras, o aumento acontecia só no reajuste anual da tarifa, o que acabava sobrecarregando as distribuidoras. 


Em 2020, por causa da pandemia, a bandeira não foi aplicada mesmo com a geração de energia prejudicada pela seca. Em 2021, a taxa voltou a ser cobrada —mas, por algum tempo, o valor foi inferior ao que seria necessário. Hoje, o consumidor paga um extra de R$ 14,20 por 100 kWh consumidos.

Fonte: Uol

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Unidades de saúde lotadas em Igarassu


 CARTA DO LEITOR:  A dona de casa Marilde Santos reclama da super lotação nos Hospital de Igarassu nos últimos dias com pessoas dando entrada apresentado sintomas fortes de gripe, assim também estava a UPA de Cruz de Rebouças. As duas unidades de saúde sempre tiveram problemas de atendimento, mas os gestores públicos até a presente data não resolveram essa situação.

A leitora lamenta que o município de Igarassu não dispõe de um serviço de saúde eficiente para a tender seus cidadãos. 

PE: 18 crianças de 5 a 11 anos morreram por Covid-19; grupo aguarda aval do MS para vacinação


 Estatísticas da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) indicam que 18 crianças de 5 a 11 anos morreram por Covid-19 em Pernambuco desde o início da pandemia, em março do ano passado. O número corresponde a, aproximadamente, um óbito nessa faixa etária a cada 36 dias.

Ainda segundo o levantamento da SES-PE, feito a pedido da reportagem, 242 crianças de 5 a 11 anos contraíram Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) por Covid-19 no Estado - os dados de casos leves não estão disponíveis por causa do apagão no e-SUS, sistema do Ministério da Saúde alvo de suposto ataque hacker há duas semanas.

Em todo o Brasil, 301 crianças desse grupo morreram vítimas da Covid desde março de 2020 segundo dados da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19. Ao todo, 6.163 diagnósticos de casos graves da doença foram feitos no País nesses 21 meses de pandemia do coranavírus Sars-CoV-2. 

Para essa faixa etária, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em 16 de dezembro, a imunização contra o Sars-CoV-2 com o imunizante fabricado pela Pfizer. O Governo Federal, no entanto, ainda não deu o aval para o início da campanha de vacinação infantil - o ministro da Saúde Marcelo Queiroga convocou audiência pública para janeiro. O Governo de Pernambuco aguarda a orientação federal. 

Na porta do ministério, em Brasília, Queiroga disse, na manhã desta quinta-feira (23), que, na faixa etária de 5 a 11 anos, "se identifica menos óbitos em decorrência da Covid-19" e, por isso, não há demanda de urgência para a decisão em relação à liberação da vacinação infantil.

"Os óbitos de crianças estão dentro de um patamar que não implica em decisões emergenciais. Ou seja, isso favorece que o ministério possa tomar uma decisão baseada na evidência científica de qualidade, na questão da segurança, na questão da eficácia", afirmou o ministro.

Nesta quinta-feira, o governo abriu consulta pública para receber manifestações da sociedade civil acerca da vacinação infantil.

O ministério também não adquiriu as doses necessárias para imunizar as crianças, que têm uma série de recomendações da Anvisa, como priorizar grupos de risco, uso de frascos com tampas de cores diferentes e que as crianças permaneçam no local em que a vacinação ocorrer por, pelo menos, 20 minutos após a aplicação, de forma a serem observadas por esse período.

A reguladora sanitária ainda indica que a vacina não deve ser administrada de forma concomitante com outros imunizantes do calendário infantil. O recomendado, por precaução, é esperar um intervalo de, ao menos, 15 dias.

Para o médico pediatra Eduardo Jorge da Fonseca, representante da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), não existe razão para a não vacinação das crianças.

“As crianças adoecem menos e de forma mais leve. Entretanto, têm papel importante na transmissão da doença. A vacina de 5 a 11 anos tem se mostrado extremamente segura, com poucos eventos adversos”, frisa o especialista, ao citar o exemplo de outros países que já imunizam na faixa pediátrica, como Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Argentina, China, Chile, Espanha, França, Israel e Portugal.

Segundo Eduardo, a imunidade coletiva só poderá ser alcançada se também as crianças forem vacinadas. “Estamos diante de uma situação epidemiológica que, no Brasil, a mortalidade [de crianças] é baixa, mas existe. Não existe razão para o governo postergar essa compra, a vacina foi autorizada”, acrescenta o pediatra, lembrando ainda que o País e o mundo observam a circulação da variante ômicron, até então mais transmissível que as anteriores. 

“Crianças não vacinadas terão maior risco de adoecimento se a variante ômicron entrar aqui no Brasil de forma mais forte”, completa Eduardo, que também critica o uso político do imunizante e a disseminação de fake news.

Eficácia

Estudos clínicos divulgados em outubro pela farmacêutica Pfizer apontaram para uma eficácia de até 90,7% da vacina na prevenção da Covid-19 em pacientes pediátricos de 5 a 11 anos. A dose administrada nesse grupo é de um terço da aplicada em adolescentes dos 12 aos 17 anos e adultos. 

Em agosto, a Anvisa havia negado pedido de autorização para o uso da CoronaVac no público infantil, alegando limitação nos dados apresentados. 

Mortes

Pernambuco contabiliza 20.387 mortes por Covid-19, sendo a faixa dos 70 aos 79 anos a mais acometida, com 4.923 notificações. Em seguida, está a faixa de 80 anos e mais, com 4.777. Seguem a lista a população de 60 a 69 anos, com 4.486 mortes; 50 a 59 anos, com 3.233; 40 a 49 anos, com 1.741; 30 a 39 anos, com 863; 20 a 29 anos, com 243.

O boletim diário da SES-PE traz ainda dois recortes, nos quais estão incluídos a faixa de 5 a 11 anos: de 0 a 9 anos, com 75 mortes; e de 10 a 19 anos, com 46.

Vacinação

Pernambuco aplicou 14.587.535 doses de vacinas contra a Covid-19 na sua população desde o início da campanha de imunização, em 18 de janeiro de 2021.

Com relação às primeiras doses, foram 7.270.681 aplicações, cobertura de 94,52%. Do total, 6.225.120 pernambucanos (80,93%) já completaram seus esquemas vacinais primários, sendo 6.052.019 pessoas que foram vacinadas com imunizantes aplicados em duas doses e outros 173.101 pernambucanos que foram contemplados com vacina aplicada em dose única. 

Em relação às doses de reforço, já foram aplicadas 1.091.734 (cobertura de 16,53%). 

Fonte: Folha de Pernambuco

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Samu completa 20 anos: entenda como funciona o serviço e veja relatos de pacientes e profissionais de saúde

 

Implementado na Região Metropolitana do Recife e em Fernando de Noronha em 2001, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atende qualquer pessoa que estiver precisando de socorro. As duas décadas do funcionamento do serviço reúnem histórias emocionantes envolvendo pacientes e profissionais de saúde nos milhares de atendimentos já realizados (veja vídeo acima).

Um desses atendimentos foi o da manicure Michelle Galvão, que recebeu a ajuda do Samu para fazer o parto de dois dos cinco filhos que tem. A mãe dela, a cabeleireira Gláucia Galvão, fez a ligação para o número 192.

“Quando a minha filha entrou em trabalho de parto, a gente estava chamando o Uber para levar ela para a maternidade, mas aí eu vendo que ela não ia conseguir, ia ter neném


dentro do carro, eu trouxe ela para casa e liguei imediatamente pro Samu. Em menos de cinco minutos, eles chegaram”, relatou.

Michelle disse que o Samu deu a orientação que a família precisava por telefone, até a equipe chegar, fazer o corte do cordão umbilical e encaminhar mãe e filho para um hospital. Para os profissionais envolvidos em situações como essa, o sentimento é de alegria e satisfação, conforme relatou o coordenador geral médico do Samu, Leonardo Gomes.

“A gente que lidou tanto com a morte, com acidentes, com ferimentos, casos graves, então o parto é o momento de início... É o momento de festa, de nascimento da criança e que a gente pode participar, a gente vive aquele momento de alegria com aquela família”, contou Gomes.

“Toda vez que é um parto tranquilo e a criança nasce bem é um momento de festa dentro da ambulância. Todo mundo se confraterniza, normalmente tem foto, temos um mural de fotos cheio de crianças”, contou o médico do Samu Petrus Andrade Lima.

Como funciona o Samu

No Recife, são 24 ambulâncias e 12 bases localizadas em diversas áreas da cidade, para facilitar o momento do chamado de socorro e atender as pessoas o mais rápido possível. Na Centra Telefônica do Samu, 62 atendentes trabalham 24 horas por dia, todos os dias da semana, para registrar os chamados de quem precisa (veja vídeo acima).

“A gente sempre quando está fazendo o atendimento, estamos atendendo uma pessoa que está numa situação difícil, precisando de ajuda, de suporte, então é sempre emocionante”, contou a gerente de serviços de teleatendimento do Samu, Leyla Barreto.

Na sala ao lado da Central Telefônica, ficam os médicos da central de regulação, que estão sempre a postos para ouvir as pessoas e orientá-las em cada caso de urgência.

Nos casos mais simples, a unidade básica de saúde presta o socorro com a ajuda de um técnico de enfermagem e do condutor, que também é socorrista. Os médicos da Central de Regulação acompanham, via rádio, todo o atendimento.

“A gente recebe toda essa informação. Caso a gente realmente ache que precisa de uma intervenção mais rápida, acesso venoso, hidratação, suporte de oxigênio, a gente já orienta aqui pelo rádio e orienta para que hospital e unidade de atendimento esse paciente deve se direcionar”, afirmou o médico do Samu Danilo Vasconcelos.

Nos casos mais complexos, a unidade de saúde avançada, que é uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel, é destacada para o atendimento. São dois veículos, o de intervenção rápida, que segue com o médico, e a ambulância que vai logo atrás, com o técnico em enfermagem, condutor socorrista e socorrista. Esses são os casos mais graves, como acidentes ou paradas cardíacas e respiratórias.

“A gente atende do simples ao complexo, de forma adequada, o que é mais importante, é vida cuidando de vida. [...] o SUS consegue chegar nos lugares mais difíceis, nos rincões, nas ruelas, nas vielas do Recife, em regiões aonde pessoas não tinham acesso a saúde”, declarou Leonardo Gomes.

O serviço foi criado em 2001, pelo então secretário municipal de Saúde Humberto Costa, atual senador. De acordo com ele, os dados sobre o atendimento pré-hospitalar preocupavam as autoridades na época.

“Nós tínhamos informações que mostravam que muita gente morria ou era mal atendida e ficava com sequelas em muitos eventos que aconteciam fora do hospital. Em casa, no meio da rua, num acidente, então vimos a necessidade de que houvesse um serviço de atendimento de urgência que pudesse ser feito na casa das pessoas ou na rua, nos acidentes”, contou o político.

Segundo ele, o modelo implementado na capital pernambucana seguiu aquele aplicado em cidades francesas.

“Diferentemente de outros modelos, que são o de estabilizar o paciente e levar de imediato ao hospital, o Samu ele tem uma formação dos seus profissionais e equipamentos em cada ambulância que permitem até um atendimento que dure três horas, então isso é muito importante e faz uma diferença muito grande entre a pessoa viver ou morrer e ter uma sequela”, afirmou Costa.

Desafios diários

O serviço dos trabalhadores do Samu é desafiador, especialmente com a pandemia de Covid-19, que fez os números de chamados de pessoas com sintomas respiratórios dispararem (veja vídeo acima).

As unidades móveis que rodavam, em média, 60 quilômetros diariamente passaram a rodar 85. "Era 24 horas lutando, os hospitais cheios, muitas vezes sem oxigênio para sustentar as ocorrências, mas a gente assim lidava 24 horas na emoção", recordou o técnico de enfermagem Fabiano Diniz.

"Tem que ter determinação, ter um alto equilíbrio, pois como vocês tão vendo a situação a gente pega um transito caótico, com uma situação muito de risco e se a gente não tiver cautela no que tá fazendo e controlar nosso emocional, pode ser meio dificultoso", disse o condutor do serviço, José Neto.

No trabalho, cada segundo importa para salvar vidas. "É estar sempre de prontidão. São detalhes da equipe que fazem muita diferença em situações que a gente não pode atrasar nem um segundo. Às vezes, uma intervenção vai definir aquela vítima e vai definir a vida daquele paciente na intercorrência seja ela traumática ou clínica", contou o médico Lídio Carvalho.

Fonte: G1 PE

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

IGARASSU: Ponte sobre o Rio São Domingos passa por manutenção


Quem passou hoje pela manhã, 20, pelo Sítio Histórico de Igarassu percebeu homens da Diretoria de Patrimônio Público (DPP) trabalhando no guarde reio da ponte sobre o Rio São Domingos.  A ação contou com apoio do Departamento de Trânsito - Depatran.


De acordo com Wilton José Silva, diretor da DPP, os funcionários estão realizando serviços preventivos/ manutenção. 


Foto: Dani Morais/ Divulgação 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Igarassu realiza vacinação da Gripe H1N1


 A Cidade de Igarassu Já esta disponibilizando a vacina contra a gripe H1N1 nos polos de vacinação contra a COVID-19. 💉

A vacina que se encontra disponível nas unidades de Saúde da Família de segunda a sexta-feira das 08h às 15:30h, agora estará disponível também no Ginásio Jota Raposo, Creche Tia Emocy das 08h às 14h e Shopping Igarassu 12h ás 19h também de segunda a sexta-feira.

sábado, 18 de dezembro de 2021

Farinha sem glúten extraída da jaca é alternativa para dietas restritivas, mostra pesquisa da UFPE


 
A farinha sem glúten extraída da semente da jaca oferece uma alternativa para dietas restritivas, segundo pesquisa desenvolvida pela gastrônoma e mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Nutrição pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Nathalia Rocha.

Extraída da semente da jaca através de ondas ultrassônicas, a massa sem glúten é feita à base de amido. O estudo mostra que o substrato pode vir a se tornar uma matéria-prima de ampla utilização comercial, podendo até mesmo reduzir o impacto no orçamento de quem usa produtos sem glúten na dieta.

Em sua dissertação, Nathalia indica que a necessidade de inclusão de produtos sem glúten na dieta pode impactar em mais de 50% o orçamento de uma família. “Portanto, a utilização de matérias-primas não convencionais e o aproveitamento de subprodutos como a semente de jaca podem ser alternativas para reduzir esse impacto”, explica a autora. 

Segundo o estudo, a jaca é uma fruta amplamente cultivada em zonas tropicais e subtropicais do Brasil, e seu consumo se dá principalmente através da polpa, enquanto as sementes, que representam cerca de 15% do peso total do fruto e têm o amido como principal componente, são geralmente descartadas. A semente da jaca tem um elevado teor de proteínas e de fibras, 12% e 29,10%, respectivamente.

As massas alimentícias sem glúten são desenvolvidas e comercializadas a partir de variados cereais, como o arroz e o milho, e há uma tendência crescente de consumo desse tipo de produto, seja por intolerância gerada devido a uma patologia, como a doença celíaca - patologia crônica autoimune que possui diferentes graus de severidade causada pela intolerância ao glúten - ou por modismos gastronômicos que desencadeiam nas mesmas dietas restritivas. 

“Apesar da variedade existente no mercado, a produção de massas sem glúten representa ainda um grande desafio, pois a maioria dos produtos comercializados atualmente apresentam baixo valor nutricional, uma vez que há pobreza de minerais e compostos bioativos, e defeitos como pegajosidade e baixa qualidade de cozimento”, complementa a pesquisadora.

Fonte: Folha de Pernambuco

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Casos de chikungunya disparam e acendem alerta de nova epidemia no Brasil

 

De acordo com o último boletim epidemiológico publicado pelo Ministério da Saúde, os casos de chikungunya aumentaram 31% no Brasil na comparação entre 2020 e 2021.

Até o dia 4 de dezembro deste ano, foram registrados 93,4 mil casos prováveis da doença, causada por um vírus e transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti.

A região Nordeste segue como a mais afetada, com uma incidência de 111,7 casos a cada 100 mil habitantes. Mas chama a atenção também o aumento de afetados em outras partes do país, como o Sudeste, que reportou 29,1 casos por 100 mil indivíduos.

Só em São Paulo, o número de afetados por chikungunya saltou de 281 em 2020 para 18,2 mil em 2021, o que representa um aumento de mais de 6.000%.

Casos de chikungunya crescem mais de 50 vezes no estado de SP em 2021, diz secretaria

A título de comparação, as outras duas enfermidades que também dependem da ação deste mesmo mosquito tiveram uma queda: o número de pacientes com dengue caiu 45,7%, enquanto o de zika se reduziu em 15,4% no mesmo período analisado.

Entre as possíveis explicações para essa diferença, especialistas ouvidos pela BBC News Brasil destacam a forma menos intensa de como a chikungunya se espalhou pelo território brasileiro desde que foi introduzida por aqui, em 2014, além da enorme quantidade de pessoas suscetíveis em várias regiões do país.

Eles também temem que a chegada do verão e de dias mais quentes representem uma elevação ainda maior nos casos da doença ao longo das próximas semanas.

"Os vírus transmitidos pelo Aedes têm uma característica sazonal, e há um aumento na frequência de casos no período das chuvas e do calor, que costuma propiciar um ambiente favorável à proliferação desses mosquitos", explica a médica Melissa Falcão, da Sociedade Brasileira de Infectologia.

"Esperamos, portanto, um aumento de casos de chikungunya para os próximos meses", completa.

A primeira é a aguda, que dura até dez dias e costuma ser marcada por febre, fadiga e dores no corpo.

Na sequência, vem a fase subaguda, que se estende por até três meses. Nela, a febre deixa de ser uma preocupação, mas as dores podem se intensificar e atingir principalmente as articulações das mãos, dos pés, dos tornozelos e dos joelhos.

Por fim, mais da metade dos acometidos progride para a fase crônica, que também é marcada pelos incômodos nas juntas do corpo.

"Pesquisas feitas na Índia, que também apresenta muitos casos de chikungunya, mostram que essa fase crônica pode persistir em alguns pacientes por até cinco anos", calcula o virologista Rômulo Neris, doutor em imunologia e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

E isso, claro, representa um tormento para os próprios indivíduos e para todo o sistema de saúde.

"Durante os surtos, o impacto da chikungunya é muito grande. As unidades ficam superlotadas, com aumento da demanda de atendimento em mais de 100% nas unidades de pronto-atendimento", relata Falcão.

"E uma epidemia de chikungunya agora pode ter impactos ainda mais negativos, pois estamos com os profissionais de saúde saturados pelo trabalho extenuante da pandemia de Covid-19", acrescenta.

Como você deve ter percebido nos últimos parágrafos, a dor é a principal complicação da doença. O próprio nome dela, aliás, vem do maconde, uma das línguas faladas na Tanzânia, onde a primeira epidemia foi registrada no ano de 1953.

Neste idioma, a palavra chikungunya remete a "contorcer-se" ou "dobrar-se", numa referência direta aos fortes incômodos que afetam as articulações e os músculos e fazem os pacientes ficarem encolhidos e prostrados.

E, apesar de a enfermidade ser conhecida há algumas décadas, ainda não se conhecem todos os mecanismos por trás de tanta dor meses ou até anos após a invasão viral.

"Em alguns indivíduos, até encontramos uma infecção residual no tecido que envolve as articulações. Em outros, não observamos mais nenhum vírus", conta Neris.

"É possível que esse quadro tenha algo a ver com a resposta do sistema imunológico do paciente, que acaba ficando desregulado e prejudica o próprio corpo", especula o especialista.

Mas o que explica esse novo aumento agora?

Moradora de Feira de Santana, na Bahia, a infectologista Melissa Falcão acompanhou de perto a primeira onda de chikungunya que varreu boa parte do país a partir de 2014.

"Esse vírus foi introduzido no Brasil de forma simultânea em duas cidades: Feira de Santana (BA) e Oiapoque, no Amapá", lembra.

Em 2016 e 2017, grandes surtos de chikungunya foram registrados em Pernambuco, Paraíba e Ceará.

"Mas, diferentemente do que observamos com dengue e zika, a difusão dessa terceira doença pelo país ocorreu de maneira heterogênea. Ela se espalhou rapidamente pelo Nordeste, mas teve uma disseminação mais lenta do que o esperado nas outras regiões", analisa.

Falcão lembra que o Brasil experimentou uma forte epidemia de dengue entre 2015 e 2019, o que faz com que muita gente tenha uma imunidade alta contra essa moléstia agora. Algo parecido também aconteceu com o zika: o espalhamento muito rápido e amplo da doença pelo país a partir de 2015 reduziu o número de suscetíveis mais recentemente.

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Do ponto de vista da médica, essa diferença nos cenários epidemiológicos ajuda a entender por que as duas doenças (zika e dengue) passaram por uma redução em 2021, enquanto a chikungunya teve um crescimento recente nos casos, já que ainda existe um número grande de brasileiros suscetíveis a essa terceira infecção.

Vale notar que a elevação do numero de pacientes acontece no Nordeste, mas também começa a avançar por outros locais.

"Os casos de chikungunya vêm aumentando em regiões que foram poupadas anteriormente, como o Estado de São Paulo, que enfrenta desde o início de 2021 a primeira transmissão mais importante dessa doença", aponta.

Falcão observa que, em terras paulistas, a região da Baixada Santista acumula cerca de 97% dos casos registrados e que isso evidencia "um potencial de disseminação da doença para as demais regiões".

Neris acrescenta outros possíveis fatores que ajudam a entender o atual cenário.

"Precisamos considerar também a grande distribuição dos mosquitos Aedes pelas cidades brasileiras e um possível aumento na capacidade de testagem e diagnóstico dessa doença nos últimos anos", lista o virologista.

"Além disso, também precisamos de novos estudos para verificar se o vírus da chikungunya não passou por mutações ou adquiriu uma capacidade de se transmitir mais facilmente. Essa possibilidade por enquanto não passa de especulação, mas ela também precisa ser averiguada", complementa.

O que fazer agora?

Na visão dos especialistas, existem ao menos quatro grandes eixos estratégicos que podem ser reforçados para conter os casos de chikungunya nos próximos meses.

"O Governo Federal precisa incrementar ainda mais a capacidade de testagem e vigilância, monitorar os indivíduos com suspeita de infecção e oferecer tratamento de acordo com os sintomas", cita Neris.

A BBC News Brasil entrou em contato com o Ministério da Saúde para obter um posicionamento a respeito do aumento de casos de chikungunya e quais medidas estão sendo tomadas, mas não foram enviadas respostas até a publicação desta reportagem.

"Já estados e municípios devem reforçar as medidas para controlar o vetor da doença, o mosquito Aedes. Isso envolve a aplicação de larvicidas e inseticidas, a criação de forças-tarefa para eliminar criadouros e o trabalho dos agentes de saúde, que batem na casa das pessoas para passar as orientações de prevenção", aponta o virologista.

A ciência também tem muito a contribuir com novas soluções contra a chikungunya, como vacinas e tratamentos antivirais. Infelizmente, as pesquisas nessa área andam devagar: de acordo com o site ClinicalTrials.Gov, que reúne informações sobre testes clínicos com novos produtos, existem apenas sete estudos ativos que buscam um imunizante contra essa doença.

A título de comparação, ocorrem atualmente 534 pesquisas sobre vacinas contra a Covid-19.

"Nesse sentido, um campo que tem avançado bastante é a inoculação da bactéria Wolbacchia no Aedes aegypti. Quando presente dentro desse mosquito, esse micro-organismo impede que os vírus da dengue, do zika, do chikungunya e da febre amarela urbana se desenvolvam, contribuindo para redução dessas doenças", aponta Falcão.

As pesquisas que avaliam essa estratégia estão em andamento (inclusive no Brasil) e trouxeram resultados promissores nos últimos meses.

Por fim, existe a responsabilidade individual na prevenção de chikungunya e das outras enfermidades transmitidas pelo Aedes.

"Vale fazer o uso do repelente, que é efetivo para prevenir a picada do mosquito, que costuma estar mais ativo no início da manhã e no final da tarde", sugere a infectologista.

"A população também contribui ao eliminar os focos do mosquito nas residências. Basta verificar uma vez por semana todos os locais onde ocorre acúmulo de água parada, que serve de criadouro", aconselha.

Entre os possíveis depósitos, é importante checar desde objetos grandes, como piscinas e caixas d'água descobertas, até espaços mais apertados, como latas, tampas de garrafa pet, vasos de planta e os reservatórios de líquidos da geladeira e do ar condicionado.

Fonte: G1 PE